Estátua de Miró no Recife Antigo
Uma estátua em homenagem ao poeta recifense Miró da Muribeca, que morreu em 31 de julho de 2022, foi inaugurada na Avenida Rio Branco, no Bairro do Recife, no Centro da cidade,
conheça a obra de Miró
Miró da Muribeca, nome artístico de João Flávio Cordeiro da Silva, nasceu em Recife e iniciou sua carreira poética em 1984. Desde seu primeiro livro “Quem descobriu o azul anil”, Miró publicou mais de 15 obras de forma independente.
Figura singular na cena literária recifense, Miró circulava pelos mais diversos espaços vendendo seus livros e recitando seus poemas, sem filiar-se a nenhum coletivo específico. Sua performance corporal única e seu lirismo do cotidiano o consagraram como um verdadeiro cronista urbano.
Ao longo de sua carreira, levou sua poesia para saraus, festivais e feiras literárias por todo o Brasil. Foi homenageado na Bienal Internacional do Livro de Pernambuco (2015), no “A Letra e a Voz – Festa Literária do Recife” (2018) e na Balada Literária de São Paulo (2019).
Sua obra reunida até 2012, publicada pela Companhia Editora de Pernambuco, já ultrapassou 7.000 exemplares vendidos entre edições e reimpressões, um marco para a poesia brasileira contemporânea. Em breve, a editora lançará um livro com sua poesia completa, incluindo poemas nunca antes publicados.
O reconhecimento de sua obra transcendeu fronteiras, com textos traduzidos para o espanhol e o francês. O Museu da Língua Portuguesa incorporou seus poemas e depoimentos ao acervo permanente, consolidando sua importância para a literatura nacional.

Nasce no Recife e mora com sua mãe em bairros da periferia. Mudam-se para a Quadra José Revoredo, em Santo Amaro

Nas peladas do bairro, recebe o apelido de Mirobaldo, por conta de um atacante do Santa Cruz (foto) com quem parecia.

Em Santo Amaro, conhece Maurício Silva, que lhe apresenta à poesia e publica seu primeiro poema.

Trabalha na Sudene e conhece Wilson Araújo e Maria do Carmo Barreto Campello. Vai morar na Muribeca.

Lança "Quem descobriu o azul anil?" no Recife e em Petrolina. Conhece Manuka Almeida

Vive em Petrolina e conhece Milton Aguiar, com quem viaja para a Bienal de São Paulo

Viaja com Diane Jacobson pelo Brasil. Lança "São Paulo é fogo" no Recife e em São Paulo.

Mora em Visconde de Mauá com Milton Aguiar e vive uma fase mais reflexiva

Circula intensamente pela cena alternativa, participa de saraus e projetos independentes.

Lança "Ilusão de ética". Tem rápida passagem por São Paulo. Conhece Cida Pedrosa.

Mora em Fortaleza com a namorada Mércia. Conhece André Gonçalves e Vanessa Santos.

Lança "Quebra a direita, segue a esquerda e vai em frente". Volta a viver na Muribeca com a mãe.

Nova passagem por São Paulo. Conhece Edson Lima e lança "São Paulo te amo mesmo andando de ônibus"

Volta a morar em Fortaleza e trabalha numa agência de publicidade, seu segundo e último emprego formal.

Torna-se objeto de estudos acadêmicos e de curtas metragens, entre eles, "Preto, pobre, periférico e poeta".

Conhece Marco Pezão e a periferia de São Paulo, onde se torna referência poética. Lança "Quase crônico".

Sua obra é adaptada para o teatro pelo Grupo Clariô. Sua mãe, dona Joaquina, morre em São Bento do Una.

"Miró até agora", organizado por Sennor Ramos, reúne toda sua produção até então

Os problemas com o álcool se aprofundam. Miró é o único morador de seu prédio na Muribeca.

Tem sua primeira internação por conta do álcool. É autor homenageado da Bienal de Pernambuco.

Sua obra é adaptada na HQ "Tô Miró". Interna-se pela primeira vez no Raid para tratar a dependência.

Lança "livros-envelope" e mora no bairro da Boa Vista, em que começa intervenções com lambes.

Mora no Hotel Central, lugar que inspirará seu último livro, "O céu é no sexto andar", editado por Sennor Ramos.

É homenageado pelo amigo Marcelino Freire na Balada Literária. Perde o amigo Pezão.

É diagnosticado com câncer de próstata. Um grupo de apoio é formado para ampará-lo na pandemia.

Falece no Hotel Central. Seu funeral é lembrado como um dos maiores de escritores no Recife.

Sua estátua é inaugurada no Bairro do Recife. Suas cinzas são dispersadas no Rio Capibaribe.
Miró publicou mais de 15 livros, a maioria de forma independente ou com apoio de amigos. Nesta seção, conheça sua bibliografia completa.
Experimente a energia única de Miró recitando seus próprios poemas. Uma experiência que transcende a página escrita.
Fique por dentro das novidades em torno da obra de Miró da Muribeca em nosso blog.
Uma estátua em homenagem ao poeta recifense Miró da Muribeca, que morreu em 31 de julho de 2022, foi inaugurada na Avenida Rio Branco, no Bairro do Recife, no Centro da cidade,